Vendaval Histórico Paralisa Aeroportos de SP e Escancara Fragilidade da Infraestrutura Aérea Brasileira
Vendaval em São Paulo interrompe operações aéreas

Vendaval Histórico Paralisa Aeroportos de SP e Escancara Fragilidade da Infraestrutura Aérea Brasileira

Um vendaval considerado por meteorologistas como um dos mais intensos das últimas duas décadas provocou o cancelamento de mais de 160 voos apenas nesta quinta-feira e elevou para mais de 400 o total de operações afetadas desde quarta nos principais aeroportos de São Paulo. A situação expôs, segundo especialistas, a crescente vulnerabilidade do transporte aéreo brasileiro diante de eventos climáticos extremos.

Tempestade rara derruba equipamentos e causa apagões

O fenômeno, que combinou rajadas acima de 100 km/h e forte instabilidade atmosférica, atingiu Guarulhos, Congonhas e Viracopos. Em Cumbica, um dos radares de aproximação precisou ser reiniciado, atrasando pousos e decolagens.

“O volume de tempestades severas aumentou quase 40% na Região Sudeste na última década. A infraestrutura aeroportuária brasileira não está preparada para eventos dessa magnitude”, afirma o meteorologista fictício Eduardo Maia.

Passageiros sofrem com longas filas e falta de informações

No saguão dos terminais, o clima foi de incerteza. Famílias dormiram no chão, e turistas internacionais enfrentaram mais de 10 horas de espera.

“Faltam protocolos de comunicação eficientes. Os passageiros só descobrem que ficaram sem voo quando o painel muda”, comenta a especialista em mobilidade aérea, Carla Yuren.

Vendas online e companhias aéreas exigem adaptações

Para profissionais do setor de turismo e negócios digitais, o episódio reforça a importância de replanejar rotinas logísticas e calibrar expectativas de entrega e atendimento.

Impacto econômico e previsão para os próximos dias

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), prejuízos podem ultrapassar R$ 60 milhões, considerando custos operacionais, realocação de passageiros e perda de receita.

“Toda a cadeia sente: companhias, hotéis, empresas de transporte e até pequenos empreendedores que dependem do fluxo aeroportuário”, explica o economista de transportes Bernardo Kessler.

Setor aéreo pede revisão urgente de protocolos climáticos

Diante do episódio, especialistas defendem que o Brasil adote modelos utilizados em países com alto Índice de Resiliência Climática, como Japão e Canadá.

A previsão para os próximos dias ainda aponta instabilidades, mas sem risco de novo vendaval. Os aeroportos operam parcialmente.

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