No Escuro e Sem Previsão: Apagão Deixa 1,3 Milhão de Paulistanos Isolados e Pressiona Autoridades
O apagão que atingiu São Paulo após o violento vendaval desta semana ainda mantém 1,3 milhão de imóveis sem energia. Sem previsão concreta de retorno, moradores relatam sensação de abandono e indignação diante da demora.
As regiões mais impactadas
Entre as áreas mais afetadas estão trechos da Zona Sul, Zona Oeste, ABC Paulista e municípios da região metropolitana. Em muitos bairros, a energia foi interrompida de forma súbita, deixando moradores sem informações claras.
“É inaceitável que famílias fiquem tanto tempo sem energia em uma metrópole como São Paulo”, critica o advogado de direitos do consumidor Renato Vidigal.
O apagão evidencia desigualdades
Moradores de regiões periféricas relatam maior demora no atendimento e reparos. Em contraste, áreas nobres tiveram retorno mais rápido. Especialistas apontam para um problema crônico de priorização desigual.
Consequências sociais agravadas
- Famílias de baixa renda sem possibilidade de repor alimentos perdidos;
- Trabalhadores impossibilitados de cumprir jornadas;
- Ambulantes com perda total de produtos;
- Moradores sem acesso a água por falta de bombas elétricas.
O que está por trás da demora?
A quantidade de árvores caídas e postes danificados é considerada fora do padrão. Mesmo assim, especialistas avaliam que a empresa responsável precisa aumentar equipes, logística e tecnologia para responder à altura.
“Um sistema elétrico moderno não pode colapsar dessa forma. Falta investimento e planejamento”, afirma a engenheira de infraestrutura Paula Rezende.
Moradores pedem soluções duradouras
Em meio à frustração, cresce a pressão por modernização da rede elétrica, fiscalização rigorosa e ações preventivas para tempestades intensas, que devem se tornar mais frequentes com as mudanças climáticas.



Publicar comentário