Suspeito de matar advogado consultou valor do Rolex roubado em loja da Paulista
Imagens e depoimentos revelam que um dos presos pelo envolvimento na morte do advogado Luiz Fernando Pacheco, em São Paulo, visitou uma revendedora da Rolex na Avenida Paulista para avaliar o valor do relógio que teria sido subtraído da vítima — avaliado em cerca de R$ 94 mil.
🕵️ O crime e a investigação
O advogado criminalista foi abordado no bairro de Higienópolis, por volta da madrugada de quarta-feira (1º/10). Na ação, ele foi derrubado, sofreu agressões e teve pertences roubados, entre eles um Rolex e um celular.
Três suspeitos foram presos, sendo investigado também um possível quarto envolvido. Eles residem em situação de rua e foram alvo de mandados de prisão temporária emitidos pelas autoridades paulistas.
📍 Consulta ao relógio: luxo ou pista de investigação?
Um dos detidos, identificado como José Lucas Domigo Alves, 23 anos, afirmou em depoimento que foi convidado por outros dois envolvidos — Lucas Bras dos Santos (27 anos) e Ana Paula Teixeira Pinto (45 anos) — para participar de roubos no centro de São Paulo.
Embora José alegue que não participou diretamente da ação, ele relatou que reencontrou o casal após o crime e viu o relógio e o celular roubados. Durante esse encontro, teria sido informado que Lucas foi até uma loja da Rolex na Paulista para “saber o valor” do relógio. Lá, verificou-se que ele estava avaliado em R$ 94 mil.
Ana Paula confirmou que o companheiro saiu para negociar os objetos, embora alegue desconhecer se a venda foi concluída. Lucas, por sua vez, declarou que não soube informar onde estariam os pertences da vítima.
📱 Pistas digitais e localização
O relatório policial mostra que o celular da vítima foi rastreado até um estabelecimento de alimentação nas proximidades da Estação Bandeira, no centro de São Paulo — local próximo ao local onde os três suspeitos foram localizados.
As imagens captadas por câmeras de segurança mostram o momento em que Pacheco é abordado nas ruas Itambé e Maranhão. É possível ver a abordagem, a queda do advogado e a retirada de pertences por parte dos assaltantes.
🧩 Motivações e contexto
Até o momento, a polícia investiga se o crime foi motivado por oportunismo — dado que o advogado aparentava estar embriagado e vulnerável.
O uso da loja de luxo como referência para avaliação do objeto roubado sugere que os suspeitos queriam saber o valor de mercado antes de fechar a venda — uma prática que pode render mais pistas para as autoridades.



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